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Indústria do cimento· 3 min de leitura

Indocement assina acordo de RDF de Paser para fornos

A Indocement usará RDF de resíduos municipais de Paser: uma rota para cimento, forno e produção com 121 t/dia em 2023, 10 t/h e 5 t/h.

Fonte: CemNet

Indocement signs Paser RDF deal for Indonesian kilns
Ilustración editorial generada con IA; no representa la instalación citada.

A PT Indocement Tunggal Prakarsa Tbk assinou um memorando com o governo de Paser para usar RDF de resíduos municipais como combustível alternativo em suas operações de cimento na Indonésia.

O acordo foi assinado em Jacarta em 12 de fevereiro de 2026, segundo a CemNet. A fonte identifica a Indocement como parte do Heidelberg Materials Group e coloca o convênio dentro de gestão de resíduos e energia industrial.

Paser supera 121 t/dia de resíduos municipais

A base material do acordo é específica: Paser gerou mais de 121 t/dia de resíduos em 2023, segundo a CemNet. Para um operador de forno, esse número importa menos como tonelagem bruta do que como pergunta de preparação: umidade, granulometria, cloro, poder calorífico e estabilidade de fornecimento determinam quanto RDF pode entrar no sistema sem penalizar o clínquer.

A Indocement não anunciou na fonte o volume anual de RDF que receberá, a planta exata que o consumirá nem uma taxa de substituição térmica. Essa ausência limita qualquer cálculo de CO₂ evitado ou redução de carvão no forno.

Duas instalações preparam 10 t/h e 5 t/h

O convênio menciona duas instalações integradas de processamento de resíduos: TPST Janju, com 10 t/h de capacidade, e TPST Songka, com 5 t/h. Ambas fornecerão RDF para uso da Indocement, de acordo com a mesma fonte.

O ministro indonésio do Meio Ambiente, Hanif Faisol Nurofiq, presenciou a assinatura junto com Christian Kartawijaya, presidente diretor da Indocement, e Oey Marcos, diretor da companhia. Kartawijaya disse que a iniciativa está alinhada à expansão do uso de energia ambientalmente amigável, segundo a CemNet.

O Ângulo Knergy

O RDF desloca combustível fóssil apenas quando o forno consegue absorver variabilidade. No calcinador, a fração fina e seca ajuda a sustentar combustão estável; no queimador principal, umidade, cloro e cinzas alteram a forma da chama e a química do clínquer. A injeção localizada de H₂/O₂ cria uma zona de reação mais rápida e oxigênio disponível perto do combustível, o que pode melhorar a queima de correntes heterogêneas quando o desenho de injeção, a mistura com ar terciário e o controle de enxofre permitem. Em Paser, os dados publicados —121 t/dia, 10 t/h e 5 t/h— descrevem oferta potencial, não desempenho térmico. A pergunta operacional é delimitada: qual especificação de RDF entra no forno, em que ponto do processo e com qual limite de cloro, umidade e estabilidade de chama. A resposta é medida em TSR sustentado, consumo térmico específico e qualidade do clínquer, não no anúncio do fornecimento.

O que a Indocement ainda não publicou

A fonte não informa data de partida industrial, investimento, toneladas anuais de RDF, planta receptora nem redução de CO₂. Também não publica se o material de TPST Janju e TPST Songka entrará pelo calcinador, pelo queimador principal ou por uma linha dedicada de alimentação.

Esse detalhe separa uma política de resíduos de uma melhoria cimenteira mensurável. O acordo deixa um insumo identificado e capacidades horárias publicadas; a Indocement não anunciou a taxa de substituição nem os resultados operacionais do uso de RDF.

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